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1. FACTORES DA LOCALIZAÇAO E D
1. FACTORES DA LOCALIZAÇAO E D

Iº Capítulo 1. FACTORES DA LOCALIZAÇAO E DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL 1.2. O CONCEITO DE INDÚSTRIA No dia-a-dia da economia industrial, a palavra indústria está caracterizada por diversos significados, desde uma empresa de pequeno porte, até uma fábrica de qualquer tamanho de um parque industrial, que trabalhe com actividade de transformação, que usem maquinarias que tenham como objectivo criar um terceiro produto. Inegavelmente, a indústria não está somente na cidade como era algum tempo no passado, cuja migração campo/cidade aconteceu de forma descontrolada e sem a devida capacidade de trabalho para dinamizar esta nova fase da economia, cujo trabalhador deve estar especializado para tal tarefa. Ultimamente a indústria está no campo, com as agro-industriais, in loco, transformando e/ou beneficiando as popas de frutas para um melhor aproveitar o mercado consumidor e as perdas dos produtos gerados no campo. Para começar entender o conceito de indústria, parte-se do tipo de mercado em que ele está envolvido, como por exemplo: a competição perfeita, o monopólio puro, a competição monopolista e o oligopólio, que indica o número de participantes no processo de produção e venda do bem gerado. A formação de um tipo de mercado desse está na dependência directa da distribuição da classe industrial na economia, pois ao deixar que se crie poder de mercado para alguns, propicie a que a renda industrial fique concentrada nas mãos de poucos em detrimento da concorrência e de um ajustamento melhor do mercado global. Assim, o mercado moderno está dividido para a participação de poucos, numa influência na política, propiciando as convulsões sociais e as revoltas entre sindicatos e industriais, numa contenda frenética pelo poder, em oposição ao bem-estar de todos os envolvidos. O conceito real de industria passa pelo tipo de mercado, como por exemplo, a competição perfeita que contempla um grande número de vendedores/produtores, com produto homogêneo, livre entrada e saída, e conhecimento pleno de tudo sobre a mercadoria, isto significa dizer, preço, qualidade, distância, moda, etc. Neste caso, a indústria é todo esse conglomerado de empresas pequenas, ou quase pequenas, cujos participantes não têm uma corrida frenética em busca do lucro extra-normal, ou exonómico, para a formação de um poder de mercado que sobressaia, frente a todos que comungam das mesmas oportunidades de actuação no mercado livre entre consumidores e produtores. Por outro lado, o monopólio puro é caracterizado como um único vendedor/produtor, numa indicação clara de que a indústria é a própria empresa que tem plena liberdade de sozinha explorar o mercado, impondo obstáculo aos que por ventura possam querer participar do mercado. De forma intermediária, encontram-se a competição monopolista e o oligopólio que têm uma actuação restrita pela sua inter-dependência e capacidade de diferenciação que possuem os empresários em mostrar que seus produtos são melhores do que os dos competidores, com preços distintos para um mesmo produto. O conceito de indústria neste dois tipos de mercado fica prejudicado, devido a capacidade de cada indústria poder estar numa situação, algumas vezes de monopólio, e, em outras, em competição, cujos produtos diferenciados, não estão em indústria tradicional, mas em grupo de produtores industriais. Tanto na competição monopolista, como no oligopólio a reunião de fábricas que trabalham com produtos similares, é chamado de grupo de produtores/vendedores, caracterizando uma indústria, num conceito não muito preciso, como na competição perfeita e monopólio puro da economia clássica. Em suma, a economia industrial moderna necessita deste conceito para mostrar a multiplicidade de produtos gerados e a ferrênea competição que os produtores/vendedores enfrentam a cada instante, num aprimoramento do poder de monopólio, que se aproxima de uma forma muito forte dos monopólios puros. Os estudos da economia industrial passam pelas investigações sobre os CLUSTERS, nos diversos recantos do mundo, numa exploração constantes das economias de aglomeração e de localização, numa ampliação das indústrias nos parques industriais, cujos custos decrescentes eliminam a competição. Portanto, a compreensão deste conceito mostra as intimidades de tal situação, ao ficar mais fácil detectar onde está a enfermidade que cria o diferencial entre as indústrias, para o caso de ser micro, pequeno e médio, sem condições de se tornarem grandes indústrias. As indústrias buscam localizar-se naquelas zonas que permitem baratear seus custos de produção. Tradicionalmente as empresas, sobretudo as pesadas, tendem a localizar-se onde o custo do transporte é menor, aproximando-se das fontes de energia ou das matérias-primas.Outros sectores industriais, especialmente os leves, tendem a localizar-se próximos aos mercados de consumo. 1.3 Divisão internacional do trabalho As economias de diferentes países do mundo apresentam uma certa especialização. A divisão mais simples outorgava aos países desenvolvidos a especialização na fabricação de produtos manufacturados e deixava para os do Terceiro Mundo a produção de matérias-primas. Na actualidade, essa situação é mais complexa, já que muitas empresas que necessitam de mão-de-obra não-qualificada transferem suas fábricas para países subdesenvolvidos, com mão-de-obra abundante e barata. 1.4. A localização e o processo de desenvolvimento industrial de uma região. Pode ser explicado por dois conjuntos de factor histórico e geográfico. O processo histórico de pais importante no seu desenvolvimento industrial por exemplo pode ser citada a revolução industrial nos países desenvolvidos. Os factores geográficos importantes no desenvolvimento industrial são os seguintes 1.5. A LOCALIZAÇÃO É comumente empregado em dois sentidos diversos, um mais restrito que equivale ao sítio e um mas amplo que indica uma área ou localidade. 1.6. INFLUENCIA DAS MATERIAS-PRIMAS Elas dependem do volume em jogo e da sua relativa importância. O grau de perecibilidade do também e de importância ao avaliar-se a força da sua atracão para a industria assim como o valor da matéria-prima por tonelada também sara significativo. 1.7. A INFLUENCIA DAS FONTES DE ENERGIA Podem ser consideradas um dos mas importantes bem de produção e a traves delas que se obtêm de energia que se torna possível o funcionamento técnico da actividade industrial. 1.8. INLUENCIA DO MERCADO Os atracões de uma localização do mercado tem se tornado de grande importância para muitas indústrias modernas entre essas indústrias, encontram-se algumas em que o custo de transporte do produto para o mercado constitui elevado percentual dos custos totais do produto. 1.9. INFLUÊNCIA DE MÃO-DE-OBRA Todavia, quanto ao envolvimento do capital e do trabalho numa função de produção, própria de uma economia industrial, essas duas variáveis são de fundamental importância na dinâmica da produção, quais sejam de primeira qualidade ou não, todas se apresentam com um alto grau de significância na participação na manufatura de um determinado bem que vai mercado. Estas duas variáveis, além de serem chamadas de factores de produção, conseqüentemente, são também insumos, porque são dois in puts que entram na produção para amalgamarem a matéria-prima e os materiais secundários, com vistas á satisfação das necessidades da população. Quanto á mão-de-obra, observa-se que este insumo apresenta características que podem ser de inferior ou superior qualidade e com relação ao capital, tem-se a condição de indivisibilidade e o despreparo de quem a manuseia, dificultando o surgimento de um produto de boa qualidade. Para entender com mais precisão a questão da mão-de-obra é importante especificar o tipo de mão-de-obra que está sendo utilizado, isto significa dizer que uma mão-de-obra desqualificada é um insumo de inferior qualidade, enquanto uma mão-de-obra qualificada é de qualidade superiora, ou na pior das hipóteses normal. A qualificação ou não da mão-de-obra reflete claramente o tipo de tecnologia utilizada, isto quer dizer, a utilização de maquinarias modernas e que produzem numa escala muito grande, a atividade própria de uma grande indústria e com pessoal qualificado, dentro do prisma de uma tecnologia moderna, de rápida acumulação. Sem dúvida, a utilização da mão-de-obra está numa relação direta com o tamanho da empresa e o tipo de produção a ser gerada, isto quer demonstrar, que uma empresa que não pode melhorar o seu capital e/ou uma firma que trabalha de forma intensa de mão-de-obra, isto é devido ao seu tipo de produção manufatureira. Assim sendo, entre os factores e insumos de produção empregados, o capital e o trabalho que são de fundamental importância na produção, verifica-se em ECKHAUS[1] que o volume de mão-de-obra que pode ser absorvido nestes sectores depende do volume de capital disponível. Visto que o capital é factor escasso, as oportunidades de empregar a mão-de-obra neste sector vêem-se limitadas mais por sua disponibilidade que pela demanda de produção. A oferta relativamente abundante de mão-de-obra vê-se encaminhada, então, ao sector de coeficientes variáveis, onde é absorvida enquanto sua produtividade marginal for superior aos salários que recebe. Com isto, a escassez ou a disponibilidade excessiva gera problemas que precisam de ajustamento ao equilíbrio, ou a busca da melhor combinação dos dois que gerem as menores perdas em termos de custos, conseqüentemente alguma compensação de ganhos. Já quanto ao capital, questão de igual relevância como a utilização da mão-de-obra, considera-se do mesmo modo a modernização do capital, como a qualificação dos trabalhadores, que são utilizados no processo produtivo, e isto diz respeito também a tecnologia utilizada em tal, ou qual produção que vai para uma competição muito acirrada dentro do mercado. As grandes invenções saem por um custo muito alto, trazendo muita dificuldade para as pequenas empresas terem condições de utilização de tal tecnologia moderna, que acaba de ser gerada para melhorar as condições de trabalho do agente manuseador que labuta na indústria. Todavia, sem o trabalhador qualificado, as máquinas não têm condições de auto-gerência, a não ser as automáticas que têm que ser programadas para, dentro do que foi estipulado, poder manufaturar a produção mecanizada, que a empresa necessita para suprir o mercado exigente com custos bastante competitivos. Portanto, esses dois insumos são fundamentais para a eficiência econômica, alocativa, e técnica poder propiciar economias de escala, bem como receber ou gerar economias externas para aquelas que não têm condições de fazer aplicação dentro da sua empresa que ainda é pequena ou média-pequena na economia de transformação industrial. Os insumos tipos capital e trabalho devem ser bem estudados e analisados, quando se está investigando o desempenho da indústria que precisa crescer, tanto para se soerguer no mercado, como para suprir as necessidades que a demanda carente, está exigindo. Finalmente, os custos que envolvem incertezas e riscos desses dois factores são importantes a serem considerados, para que a produção industrial possa surgir dentro do princípio de eficiência e com condições de competição menos injustas, mesmo que seja com aqueles que sejam do seu próprio tamanho, mas vislumbrando o crescimento sustentável conjunto. 1.10. INFUENCIA DOS TRANSPORTES O transporte deve ser considerado como parte integrante do processo productivo, pois uma mercadoria e inútil ate que tem chegado ao seu ponto de consumo. O transporte de mercadoria, mesmo a distância bem curta pode afectar significativamente os custos da produção. As Industrias buscam sempre locais bem servidos por meios de transportes, em termos de custos e segurança. As indústrias pesadas procuram os transportes aquáticos e ferroviários que são os mais baratos, enquanto as Industrias leves podem recorrer ao transporte rodoviário ate mesmo ao Areio. 1.11. OUTROS FACTORES. Embora de fundamentar importância as influências citadas não são as únicas que afectam a localização industrial. A são governamental afecta localização da indústria em todas as economias, actualmente através de incentivos fiscais, de financiamentos a baixa taxa de juros etc. Essa influência pode ser positiva ou negativa por lado pode estimular novos desenvolvimentos industria, por outro pode impedi-los capital também influencia na localização e no tipo de indústria assim como nos custos industriais nas diversas regiões. Capítulo II 2. Os tipos de indústria Conforme os bens que produz, podemos classificar as indústrias em: indústrias de bens de produção ou de capital; indústrias de bens intermediários; indústrias de bens de consumo. Segundo a tecnologia empregada, as indústrias podem ser classificadas em: indústrias tradicionais e indústrias dinâmicas. 2.1 Indústrias de bens de produção ou de base (indústria pesada) São principalmente as siderúrgicas, as metalúrgicas, as petroquímicas e as de cimento. Essas indústrias transformam grande quantidade de matéria-prima e por isto costumam localizar-se próximas a portos, ferrovias e fontes de matéria-prima para facilitar o recebimento desta última e facilitar o escoamento da produção. 2.2 Indústria de bens de capital ou bens intermediários A principal função dessas indústrias é equipar industrias de todos os tipos: elas produzem máquinas, ferramentas, autopeças e outros bens. Localizam-se próximo aos centros de consumo, isto é, em grandes regiões industriais. 2.3 Indústrias de bens de consumo (leve) Estão mais ligadas ao mercado consumidor e à oferta de mão-de-obra, por isto estão mais dispersas espacialmente. O destino de sua produção é o grande mercado consumidor (população em geral). Temos indústrias de bens de consumo duráveis (eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos, móveis e automóveis) e de bens de consumo não-duráveis (alimentos, bebidas, vestuário, calçados). 2.4 Indústria automobilística Durante os anos de expansão econômica (1950-1973), o automóvel foi o símbolo da sociedade de consumo.Este enorme desenvolvimento da produção automobilística deu lugar a vários problemas, como a saturação do consumo em muitos países e a forte concorrência entre as marcas. Para frear a crise, propuseram-se soluções como a fusão de empresas e a automação da produção, o que provocou uma considerável redução dos postos de trabalho. 2.5 Indústrias tradicionais ou dinâmicas As indústrias tradicionais são aquelas ligadas às descobertas da Primeira Revolução Industrial. Utilizam muita mão-de-obra e pouca tecnologia. As indústrias de ponta, ao contrário, utilizam muito capital e tecnologia e pouca força de trabalho (mão-de-obra). 2.6 As indústrias de ponta Denominam-se indústrias dinâmicas ou de tecnologia de ponta aqueles sectores nos quais a pesquisa exerce um papel fundamental. Sua atividade depende em grande parte das inovações que geram. Estas indústrias necessitam de grandes investimentos para funcionar e dedicam grande parte deles ao desenvolvimento de novas pesquisas, para criar novos processos de produção e novos produtos. Esta denominação engloba sectores como o farmacêutico, o da informática, o aeroespacial e o das telecomunicações. As empresas: a base da produção industrial A empresa constitui o núcleo central do sistema exonómico capitalista. Trata-se de uma unidade econômica que produz bens e serviços destinados a serem vendidos, para o que utilizam dois elementos fundamentais: o trabalho e o capital. As empresas podem ser classificadas segundo sua estrutura financeira, seu tamanho e sua área de influência. 2.7. CONCENTRAÇÃO E DIVERSIFICAÇÃO INDUSTRIAL Uma economia oligopolista industrial está caracterizada pela interdependência e pela concentração no agrupamento de indústrias, decorrentes do poder de monopólio que envolve aquela estrutura, que objetiva combater a competição e tornar sem poder de concorrência os demais, cujo objetivo dos poderosos é a sua dominação com poucos participantes no mercado de produtores e vendedores. Por outro lado, uma economia industrial neste sistema de mercado pode ter uma filosofia concentradora em termo da quantidade de produtores, mas ser ao mesmo tempo diversificada do ponto de vista de ter uma variedade muito considerável de produtos que participam do mercado. Assim sendo, pretende-se neste capítulo, fazer uma análise de uma estrutura de produção oligopolista que viva em uma situação de concentração e/ou diversificação e ainda, quais os seus efeitos para a economia, isto é, se traz ganhos ou malefícios para a população como um todo.Como é normalmente divulgado, a concentração industrial diz respeito a uma situação onde, diante das desigualdades empresariais, força-se a falência de algumas empresas, culminando com a compra de seus restos, para poder num grupo pequeno, agir com grande margem de certeza, obviamente com riscos mínimos, ditando suas próprias formas de produção e distribuição. A diversificação dos produtos gera condições para alcançar diversos outros mercados, inibindo a participação de agentes exonómicos concorrentes a também usufruírem a uma demanda que cresce e todos terem sua cota de comercialização dentro do processo de venda de seu produto. Tanto a concentração como a diversificação são técnicas de mercado que visam aumentar o seu leque de demanda, necessária para poder incrementar uma faixa de crescimento e aumentar a segurança dos produtos comercializáveis a todos os níveis de renda. Tanto o processo de concentração como o de diversificação envolve uma contenda pela participação no mercado, condenado por uns e aceito por outros que almejam tirar proveito de algum poderio para se locupletar no mercado, que contempla o mais forte, que são os grandes trustes nacionais e/ou internacionais. Desta feita, justifica LABINI[1] que, o fato é que o processo de concentração depende basicamente da busca de uma crescente eficiência técnica e da tendência a produção a custos sempre decrescentes. Isto significou e ainda significa a formação de grandes e eficientes complexos produtivos e origina, nos mercados onde se desenvolve, situações estruturalmente incompatíveis com a concorrência. Não há como negar de que as grandes corporações se beneficiam de economias que suplantam os pequenos e médios industriais, tornando-os mais ineficientes e sem condições de uma competição mais direta com aqueles que dominam o mercado, tentando desta forma, somente a sua sobrevivência. O poder de concentração numa economia industrial pode ser feito tanto de maneira vertical, como do ponto de vista horizontal, isto significa dizer que, tanto de uma forma como de outra, força o empresário a buscar incrementar uma estrutura de poder que conduz á exploração e usurpação monopolista. Todas as duas formas são maléficas para os produtores que participam e desejam participar da economia de qualquer país, pois se não partir para formas espúrias (ilegais) de comercialização, não consegue a famosa sobrevivência no mercado. Essas contravenções praticadas pelos industriais têm levado a uma ditadura dos cartéis, que não têm outro objetivo senão a dominação de poucos que querem eliminar a incerteza de uma economia industrial imperfeita, cujos resultados são as mais fortes técnicas de monopolização do mercado. Diversificar é sempre possível devido ao processo de substitutibilidade que existe na economia, contudo que não seja uma maneira de conseguir consumidor para sua marca, tornando-o dependente, por força de imposição mafiosa, e isto é prejudicial para que o sistema se desenvolva tecnologicamente para o progresso de todos. O processo de concentração por outro lado, não traz qualquer benefício para a sociedade de uma forma geral, devido ao número de falência que provoca, e, sem proporcionar solução para que se consiga ter uma economia industrial equilibrada. Em resumo, os cientistas da economia devem estar sempre de olhos abertos para que se exerça uma orientação ás autoridades a não permitirem que os empresários inescrupulosos, não trabalhem no sentido de ter sempre o seu grupo vivendo num sistema de concentração industrial, que seja prejudicial á dinâmica da economia no processo de industrialização. Com objetivo de justificar a participação do processo de diversificação industrial em uma economia, é fundamental entender a relação que existe com os ganhos que podem advir da concentração, ou da diversificação, quanto á competitividade ou ineficiência de uma ou de outra empresa industrial. Assim sendo, comenta HOLANDA FILHO, [2]ao contrário da concentração, a diversificação das empresas, como um dos elementos da estrutura industrial, foi e ainda é pouco realçada na literatura econômica. Entre os economistas que abordaram o assunto, grande parte considera a empresa diversificada como ineficiente, no sentido de que a produtividade tenderia a ser menor á medida que um dado conjunto de inúmeros de recursos produtivos de uma empresa fosse utilizado na produção de inúmeros bens. Este posicionamento tem sentido, ao considerar que grande número de produtos diferentes, manufaturados por determinada empresa de transformação, conseqüentemente com várias técnicas, necessita de muito cuidado quanto ao processo de eficiência, dificultando assim, o equilíbrio geral das empresas. Capítulo III 3. O ESPAÇO DA INDÚSTRIA Não é exagero afirmar que o espaço geográfico contemporâneo é o resultado das transformações introduzidas pela Revolução Industrial em suas diferentes etapas. O modo de vida actual é, directa ou indirectamente, fruto das transformações trazidas pela tecnologia industrial. Independentemente do fato de um lugar abrigar, ou não, a indústria em seu espaço físico, ela está presente nos produtos consumidos pela população local, nos meios de comunicação e nos meios de transporte. A indústria, foi responsável pelas grandes transformações urbanas, pela multiplicação de diversos ramos de serviços que caracterizam a cidade moderna e pelo desenvolvimento dos meios de transporte e comunicação, que, nacional e mundial¬mente, interligaram as regiões. Foi responsável também pela maior produtividade, pela consequente elevação da produção agrícola e pelo êxodo rural. Além disso, introduziu um novo modo de vida e novos hábitos de consumo, criou novas profissões, promoveu uma nova estratificação da sociedade e uma nova relação desta com a natureza. O sector secundário foi predominante durante um longo período, mas a necessidade de reciclagem constante na área técnico-científica deslocou as atenções para o sector terciário, que passou a incluir novos serviços, como a pesquisa e o desenvolvimento. No quadro de desenvolvimento acelerado que caracteriza os tempos actuais, a informática e a robótica exercem um papel de destaque, impulsionando a nova revolução industrial que está em curso: a revolução técno-científica. 3.1. A evolução da indústria Indústria é o conjunto das atividades realizadas na transformação de objetos em estado bruto, as chamadas matérias-primas naturais ou não -, em produtos que tenham uma aplicação e satisfaçam as necessidades do homem. Quanto a sua evolução histórica, podemos reconhecer três estágios fundamentais: o artesanato, a manufatura e a maquinofatura. Artesanato – Estágio em que o produtor (artesão) executava sozinho todas as fases da produção e até mesmo a comercialização do produto. Não havia divisão do trabalho nem o emprego de máquinas, somente de ferramentas simples. (até o séc. XVII) Manufatura – A manufatura corresponde ao estágio intermediário entre o artesanato e a maquinofatura. Nesse estágio já ocorria a divisão do trabalho (cada operário realizava uma tarefa ou parte da produção), mas a produção ainda dependia fundamentalmente do trabalho manual, embora já houvesse o emprego de máquinas simples. Esse estágio corresponde a fase inicial do capitalismo. (1620-1750). Maquinofatura – É o estágio atual, iniciado com a Revolução Industrial. Podendo ser caracterizado pelo emprego maciço de máquinas e fontes de energia modernas (carvão mineral, petróleo, etc.), produção em larga escala, grande divisão e especialização do trabalho. (1750 até hoje). 3.2. A Revolução industrial Por Revolução Industrial podemos entender as profundas transformações resultantes do progresso da técnica aplicada à indústria, ou seja, a passagem de uma sociedade rural e artesanal para uma sociedade urbana e industrial. Com o seu desenvolvimento, a indústria se expande da Inglaterra, estabelecendo-se em outros países europeus, como Alemanha, Bélgica, França e, mais tarde para outra áreas fora da Europa Ocidental como Japão, Estados Unidos, Rússia, etc. As principais causas da Revolução Industrial foram: - Acumulação de capitais provenientes da expansão comercial e da política mercantilista. - Transformações na estrutura agrária, liberando mão-de-obra para a cidade. - Acelerado processo de urbanização. - Ascensão da burguesia - Invenções mecânicas e a utilização de fontes de energia modernas. Essa etapa da expansão industrial dos países desenvolvidos (séc. XVIII e XIX) é denominada de industrialização clássica, enquanto o processo de industrialização dos países desenvolvidos (segunda metade do séc. XX) é chamada de industrialização tardia ou retardatária. Dentro do estágio da maquinofatura, ocorreram ainda (após a Primeira Revolução Industrial), devido aos grandes avanços tecnológicos, a Segunda Revolução Industrial (1870-1945) e a Terceira Revolução Industrial, também chamada de Revolução Técnico-científica (após 1945). 3.3. Características da primeira e segunda revolução industrial O espaço geográfico, a partir das transformações socioeconômicas dos séculos XV e XVI, passou a ter abrangência mundial. A organização espacial variou de acordo com papel diferenciado que ocuparam as colônias, as metrópoles e outras regiões do globo, com maior ou menor grau de integração ao novo sistema exonómico. Porém, a mais profunda transformação espacial ocorreu com a introdução da indústria moderna na Inglaterra, que marcou o inicio do capitalismo industrial (concorrencial ou liberal). A industrialização não provocou mudanças apenas na forma de produção, mas direcionou toda a configuração do espaço atual. Modificou as relações sociais e territoriais, difundiu cultura e técnica, aprofundou a competição entre os povos, concentrou a população no espaço e provocou o crescimento cada vez maior das cidades. Com a invenção da máquina a vapor e sua incorporação à produção industrial, os trabalhadores eram obrigados a trabalhar conforme o ritmo das máquinas, de maneira padronizada. Outra parte da mão-de-obra disponível foi requisitada para trabalhar nas minas de carvão (fonte de energia dessa primeira fase da Revolução Industrial). Nesse período, o “lucro” não advinha mais da exploração das colônias, mas sim, da produção de mercadorias pelas indústrias, que trazia embutido a exploração dos trabalhadores através da mais-valia. Nos séculos XVIII e XIX, o capitalismo florescia na forma de pequenas e numerosas empresas, que competiam por uma fatia do mercado, sem que o Estado interferisse na economia. Nessa fase (liberal), predominava a doutrina de Adam Smith, segundo a qual o mercado deve ser regido pela livre concorrência, baseada na lei da oferta e da procura. Dentro das fábricas, mudanças importantes aconteceram: a produtividade e a capacidade de produzir aumentaram velozmente; aprofundou-se a divisão do trabalho e cresceu a produção em série. Nessa época, segunda metade do séc. XIX, ocorreu o que se convencionou chamar de Segunda Revolução Industrial. Uma das características mais importantes desse período foi a introdução de novas tecnologias e novas fontes de energia no processo produtivo. Pela primeira vez, tendo como pioneiros a Alemanha e os Estados Unidos, a ciência era apropriada pelo capital, sendo posta a serviço da técnica, ao contrário da primeira revolução industrial onde as tecnologias eram resultados espontâneos e autônomos. Agora empresas eram criadas com o fim de descobrirem novas técnicas de produção. Com o brutal aumento da produção, acirrou-se cada vez mais a concorrência. Era cada vez maior a necessidade de se garantirem novos mercados consumidores, novas fontes de matérias-primas e novas áreas para investimentos lucrativos. Foi dentro desse quadro que ocorreu a expansão imperialista na Ásia e na África, o que consolidou de vez a divisão internacional do trabalho. Durante a Segunda fase da Revolução Industrial, o desenvolvimento da industrialização em outros países e a aplicação de novas tecnologias à produção e ao transporte modificaram profundamente a orientação liberal. As novas tecnologias foram empregadas nas indústrias metalúrgica, siderúrgica, no transporte ferroviário entre outras. Esses sectores industriais dependiam de investimentos maiores que aqueles realizados na primeira fase da Revolução Industrial. Era necessária a união de vários empreendedores para a produção das novas mercadorias. Boa parte da indústria passou a contar com o capital bancário ou financeiro. No final do séc. XIX, a fusão entre o capital industrial e o financeiro e, mesmo a fusão entre indústrias, levou ao aparecimento de empresas gigantescas, os monopólios e oligopólios (empresas de grande porte que se associam para controlar o mercado), ocorrendo, com isso, um enfraquecimento da livre concorrência. Pela baixa competitividade, as pequenas empresas, que não acompanharam essa nova tendência do desenvolvimento exonómico capitalista, faliram ou foram absorvidas pelas grandes. 3.4. A revolução técnico-científica A ciência, no estágio actual, está estreitamente ligada à actividade industrial e às outras actividades económicas: agricultura, pecuária, serviços. É um componente fundamental, pois, para as empresas, o desenvolvimento científico e tecnológico é rever-tido em novos produtos e em redução de custos, permitindo a elas maior capacidade de competição num mercado cada vez mais disputado. As grandes multinacionais possuem seus próprios centros de pesquisa e o investimento científico, em relação ao conjunto da actividade produtiva, tem sido crescente. Em meados da década de 80, por exemplo. A IBM norte-americana possuía cerca de 400 mil empregados em todo o mundo, entre os quais 40 mil (10%) trabalhavam na área de pesquisa. O Estado, por meio das universidades e de outras instituições, também estimula o desenvolvimento exonómico, preparando pessoas e capacitando-as ao exercício de funções de pesquisa, na área industrial ou agrícola, assim como no desenvolvimento de tecnologias, transferidas ou adaptadas às novas mercadorias de consumo ou aos novos equipamentos de produção. Nesse sentido, a pesquisa científica aplicada ao desenvolvimento de novos produtos tornou-se parte do panejamento estratégico do Estado, visando ao desenvolvimento exonómico. Mesmo no tempo da Guerra Fria, quando o investimento tecnológico estava voltado à corrida armamentista ou espacial, boa parte das conquistas tecnológicas foi adaptada e estendida à criação de uma infinidade de bens de consumo nos países capitalistas. Com a Revolução Técnico-científica., o tempo entre qualquer inovação e sua difusão, em forma de mercadorias ou de serviços, é cada vez mais imediato. Os produtos industriais classificados genericamente como de bens de consumo duráveis, especialmente aqueles ligados aos sectores de ponta como a microeletrônica e informática, tornam-se obsoletos devido à rapidez com que são superados pela introdução de novas tecnologias. Os impactos mundiais dos avanços técnico-científicos foram marcantes a partir da Segunda Guerra Mundial. Foi possível delimitar, a partir daí (considerando-se também a relatividade dessa demarcação temporal), o início de uma Terceira Revolução Industrial. A microeletrônica, o microcomputador, o software, a telemática, a robótica, a engenharia genética e os semicondutores são alguns dos símbolos dessa nova etapa. Essa fase tem modificado radicalmente as rela¬ções internacionais e os processos de produção característicos do sistema fabril introduzido pela Revolução Industrial, bem como tem possibilitado a criação de novos produtos e a utilização de novas matérias-primas e fontes de energia. Há algum tempo, a indústria vem utilizando muitas matérias-primas sintéticas, como a borracha, as fibras de poliéster, o náilon e novos tipos de ligas que substituem vários metais. Hoje, por exemplo, pode-se utilizar uma nova cerâmica de alta resistência e durabilidade, feita de areia e silicone. Os recursos sintéticos permitem a produção das matérias-primas nos próprios países desenvolvidos. Esse fato é, ao mesmo tempo, alentador e preocupante. Numa perspectiva de preservação da natureza, a exploração de recursos minerais não-renováveis diminuirá. No entanto, haverá uma consequente queda dos investimentos, em países subdesenvolvidos, por parte de empresas multinacionais ligadas à mineração e a outras actividades extractivas. Além disso, os países fornecedores de matérias-primas perderão, gradativamente, importantes itens de suas pautas de exportação. Esse novo contexto criado pelas novas tecnologias de produção altera inclusive os antigos critérios de localização industrial. Actualmente a instalação das grandes empresas multinacionais não está necessariamente associada à proximidade de fontes de matérias-primas e de mão-de-obra barata. Apenas alguns sectores industriais, como calçados, têxteis, brinquedos, montagem de aparelhos de TV e eletroeletrônicos, ainda tiram vantagem quanto à sua instalação em regiões onde prevalecem a baixa qualificação e o custo reduzido da mão-de-obra. Mas esta não é a tendência da economia industrial da Revolução Técníco-cíentífica, cujo pressuposto é produzir cada vez mais, com cada vez menos trabalhadores. Tanto na Primeira como na Segunda Revolução Industriai, a margem de lucro das empresas se elevava à proporção que os salários decresciam. Quanto menor o salário, maior era o lucro retido pela empresa. O pro¬cesso de expansão das multinacionais intensificou-se a partir da década de 50 em direcção aos países do Terceiro Mundo e seguia este mesmo princípio: a elevação das taxas médias de lucro tinha como pressuposto a exploração da mão-de-obra barata desses países. A Revolução Técnico-científica, movi¬da pela produtividade, ao mesmo tempo em que pode gerar mais riquezas e ampliar as taxas de lucros, é também responsável pelo desemprego de centenas de milhares de pessoas em todo o mundo. Entre os diversos processos de automação industrial, a robotização é o mais avançado. Os países que mais a utilizam são, respectivamente, o Japão e os Estados Unidos. O Japão contava, em 1994, com 274 mil unidades instaladas em suas indústrias, enquanto os Estados Unidos possuíam 40 mil. O Brasil, no mesmo ano, contava com. Apenas 100 robôs, todos instalados na indústria automobilística. O sector automobilístico apresenta o maior número de robôs da indústria em geral. N esse sector, no trabalho de solda, atingisse um grau de robotização da ordem de 95% nas fábricas mais modernas do mundo. 3.5. Os novos processos de produção A necessidade de redução dos custos por parte das empresas para a geração de maiores lucros e o surgimento de novos pro¬dutos e recursos de produção industrial exigiram alterações nas tradicionais práticas de produção norte-americanas, universais a partir da década de 50, com a expansão das multinacionais. A especialização do trabalhador em determinada tarefa e a produção em escala, preconizadas pelo fordismo e pelo taylorismo, não são os atributos mais adequados à produção industrial deste final de século. O trabalho repetitivo tem sido substituído pelo trabalho criativo, que atende às constantes variações do quotidiano da linha de produção. Começam a surgir os Círculos de Controle de Qualidade, nos quais grupos de trabalhadores reúnem-se e discutem a melhoria da qualidade do produto e o aumento de produtividade. Em contraste com o fordismo e o taylorismo, onde a responsabilidade e a habilidade de cada trabalhador ficavam restritas a uma única tarefa, nos Círculos de Controle de Qualidade implantados nas empresas mais modernas, o trabalhador passa a ter conhecimento de todo o processo produtivo e a nele intervir. É provável que em pouco tempo o trabalho repetitivo, característico da indústria até recentemente, fique restrito à ação das máquinas. ~ O Japão tem sido pioneiro na criação dos novos métodos de produção, mais ágeis e Flexíveis, que estão sendo adaptados às indústrias em quase todo o mundo. Por meio desses novos métodos, várias características da mercadoria podem ser modificadas em pouco tempo. Alterações no design, introdução ou substituição de componentes e até a produção de uma outra mercadoria totalmente diferente podem ser feitas a partir de pequenas reestruturações no interior da mesma fábrica, utilizando-se os mesmos equipamentos. Os recursos da microeletrônica e da informática viabilizam essas freqüentes mudanças. Tal flexibilidade da atividade industrial tornou-se necessária num mundo em que a evolução da tecnologia provoca uma diminuição freqüente da vida útil das mercado¬rias. A constante modificação c a criação de produtos são hoje exigências do próprio mercado de consumo. Esse sistema de produção totalmente adaptado ao mercado ficou conhecido pelo nome de just-in-time (tempo justo). No interior da fábrica, as diferentes etapas de produção, desde a entrada das matérias-primas até a saída do produto, são realizadas de forma combinada entre fornecedores, produtores c compradores. A quantidade de matérias-primas que entram na fábrica corresponde exatamente à quantidade de produtos que serão produzidos. As mercadorias são feitas dentro do prazo estipulado c de acordo com a exigência dos compradores. Além da eficiência, o sistema just-in-time permite a diminuição do custo de estocagem e o volume da produção fica diretamente relacionado à capacidade de mercado, evitando-se perdas de estoque ou diminuição do preço, caso ocorra uma defasagem tecnológica do produto. Capítulo IV 4. As grandes regiões industriais As indústrias tendem a concentrar-se geograficamente ao longo dos grandes eixos de comunicação e dos espaços urbanos bem conectados. Quando a concentração é considerável, formam-se as denominadas regiões industriais. As tradicionais zonas industriais correspondem aos países ricos: áreas produtoras de carvão e ferro, vales industriais, zonas urbanas e portuárias. Na actualidade, muitas zonas tradicionais foram afetadas pela desconcentração industrial e requerem uma urgente reconversão de suas atividades. 4.1. Expansão da indústria mundial Já a maioria das novas regiões industriais, mais bem adaptadas aos novos processos de produção, encontram-se nas regiões dinâmicas dos países do Extremo Oriente, ou ao redor das grandes metrópoles dos países desenvolvidos. Nas últimas décadas, alguns países asiáticos experimentaram um rápido crescimento exonómico. Os denominados "Tigres" (entre eles Hong Kong, Taiwan e Coréia do Sul) estão conseguindo consolidar sua posição mundial industrialmente, ainda que as rápidas transformações socioculturais tenham gerado certos desequilíbrios. Nos últimos anos, a indústria chinesa também começou a despontar graças à aplicação de novas políticas económicas. As denominadas Zonas Econômicas Especiais do litoral chinês, que gozam de ampla liberdade econômica, situam-se entre as regiões mais dinâmicas do mundo. 4.2. Distribuição industrial no Brasil No Brasil, as principais regiões industriais estão concentradas na região Sudeste, no triângulo formado pelas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Outras áreas podem ser chamadas de periféricas: áreas metropolitanas de Curitiba, Porto Alegre, Recife e Salvador; Zona Franca de Manaus, Goiânia (GO), Campo Grande (MS) e Vale do Itajaí (SC). 4.3. Melhor resposta – Escolhida por votação 1) China, República Popular da China (1949-…) A economia chinesa é notada por alto nível de crescimento orientado à exportação. A sua transformação em economia mista [3], foi iniciada por Deng Xiaoping em 1978, após a falha da economia planificada em desenvolver os sistemas produtivos chineses a níveis aceitáveis. As reformas de Xiaoping incluíram a privatização das fazendas, o que pôs fim à agricultura coletiva, e de indústrias estatais que fossem consideradas de baixo desempenho na época, como mineração e produtos básicos (roupas, processamento de alimentos), entre outras. Em 1997 o China abandonou de vez o socialismo de mercado para o capitalismo convencional, acabando com o principio de propriedade estatal e executando um segundo maciço programa de privatização. Para selar sua condição de economia globalizada, em 2001 a China foi aceita na Organização Mundial do Comércio. Actualmente, 70% da economia da China é privada, e este número continua crescendo: Crescimento chinês 2000 – 2006 Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Crescimento 8,0% 8,3% 9,1% 10,0% 10,1% 10,4% 10,7% Este robusto crescimento exonómico, combinado com excelentes factores internos como estabilidade política, grandes reservas em moeda estrangeira (a maior do mundo, com US$ 818,9 bilhões), mercado interno com enorme potencial de crescimento, faz com que a China seja actualmente um dos melhores locais do mundo para investimentos estrangeiros, com uma avaliação de risco (Moody's) A2, índice considerado excelente. Houve nos últimos anos um aumento significativo da qualidade de vida dos chineses. Apenas 10% da população vive abaixo da linha da pobreza e 99,8% dos jovens são alfabetizados (em comparação com 69,9% da década de 1980). A expectativa de vida chinesa é a terceira maior do leste asiático, com 71,9 anos, atrás de Japão, com 82,2, e de Coréia do Sul, com 77,3. Apesar do progresso significativo dos últimos anos, existem grandes obstáculos para o crescimento chinês a longo prazo. A rápida piora da distribuição de renda é um desses problemas, com um coeficiente de Gini em 44,1 e cada vez maior. Outro grande problema é o previdenciário que, com a política de uma criança apenas e aumento da expectativa de vida, está começando a apresentar grandes desequilíbrios no fluxo de caixa, sendo cada vez menor a relação entre trabalhadores contribuintes por aposentado. Outro problema é a diferença de desenvolvimento exonómico entre as áreas costeiras, principalmente ao norte da China, e o seu interior, ainda predominantemente agrário e de baixa renda, o que foi exarcebado com a liberação do mercado, pois os investidores preferem investir em áreas com melhor infra-estrutura e trabalhadores mais qualificados. A China tem uma reputação de produtor de bens industriais a baixo custo. Este fato se deve a sua mão-de-obra barata, o não pagamento de licenças de alguns produtos e os baixos impostos. 2) Coréia do Norte, República Democrática Popular da Coréia (1945-...) Economia - A Coreia do Norte tem uma economia planificada de estilo soviético. As relações económicas com o exterior são mínimas e o país recebe ajuda alimentar da ONU. Relatos de melhoras económicas estão associadas às novas alianças estratégicas e a incrementação das transações com a China. Actualmente, 80% da energia e 20% dos alimentos são procedentes da China. As principais actividades são a indústria pesada e a agricultura. Contudo, após o fim da URSS, e depois de consecutivas más colheitas, a economia parou de crescer. 3) Cuba, República de Cuba (1959-...) O país agora está lentamente se recuperando de uma séria recessão econômica que se seguiu à retirada dos subsídios da antiga União Soviética (cerca de 4 a 6 bilhões de dólares anuais em 1990). Só em 2006 o povo cubano conseguiu recuperar quase o mesmo padrão de vida do final da década de 1980, e a economia de Cuba ainda hoje sofre as consequências do rígido embargo comercial, imposto pelos Estados Unidos desde 1962. De acordo com as autoridades cubanas, o embargo norte-americano teria causado uma perda de mais de 79 bilhões de dólares à sua economia. Apesar disso o índice de pobreza de Cuba era o sexto menor em 2004 dentre os 102 países em desenvolvimento pesquisados (de acordo com a Pnud, organismo da ONU), e Cuba está entre os 70 países do mundo que ostentam um alto Índice de Desenvolvimento Humano (acima de 0,800); em 2007 o IDH de Cuba foi 0,838 (51° lugar). Em 2006 o crescimento exonómico de Cuba, segundo as últimas estimativas da CIA, foi de 11.1% (estimativa), e segundo a estimativas da CEPAL o PIB cubano pode ter crescido 12,5% (estimativa). A produção industrial cresceu 17.6% em 2006, pela estimativa da CIA. A renda per capita dos cubanos atingiu US$ 4.100 em 2006. O embargo comercial imposto a Cuba pelos Estados Unidos, desde 1962, dificulta enormemente a expansão do comércio exterior cubano. Mas Cuba tem conseguido atrair alguns investimentos estrangeiros, cerca de metade deles feitos pela União Européia; grandes investimentos têm sido feito. Capítulo V 5. A Industria nos Países Desenvolvidos Capitalistas e Socialistas 5.1. A Região Nordeste e Sul dos Grandes Lagos nos Estados Unidos Ocupando uma faixa que se estende dos Estados Lituânios do Atlântico até, aproximadamente, Minneapolis, a Região Nordeste e Sul do Grandes Lagos é denominada manufacturing belt e abrange a maior parte dos estabelecimentos industriais, da produção, da mão-de-obra ocupada, dos investimentos e dos centros urbanos. O grande desenvolvimento desta região deve-se a vários factores: histórico (povoando), abundância de matérias-primas, minerais (ferro dos Grandes Lagos), factores energéticos (o carvão mineral dos Apalaces), factores agrícolas, sistema de transportes e grande mercado de consumo. 5.2. Costa do Pacífico nos Estados Unidos Desenvolve-se NA Costa do Pacífico uma nova e dinâmica região industrial, que tem apresentado, a cada ano, um ritmo de crescimento industrial dos mais elevados. Os Estados Unidos, Califórnia, Oregon e Washington e as Cidades de Los Angeles (3º Centro Industrial do País), São Francisco, Portland e Seatle são os principais centros. As indústrias desta região são diversificadas, destacando-se a aeronáutica, a naval, a mecânica, a petroquímica e a cinematográfica. 5.2. OS INVESTIMENTOS INDUSTRIAIS Com o progresso tecnológico gera-se a dinâmica da produção que envolve não somente o produzir determinado ou determinados produtos que a sociedade necessita, mas os factores necessários á produção para que o produto seja gerado, isto significa dizer que haja investimentos dentro da economia, especificamente no sector industrial, tendo em vista que sem recursos monetários, não existem condições de se obter uma produção. A efetivação do investimento significa, antes de alguma coisa, o aumento de capital. São também aplicações feitas na economia com vistas a aumentar a renda nacional, isto é, incrementar o estoque de formação de capital do país em termos de maquinarias e equipamentos que objetivam melhorar o bem-estar da população em todos os sentidos que se imaginar, assim como, quanto á formação de produtos novos, de emprego e de condições sociais. A base de toda economia está pautada, justamente, nos investimentos que são efetivados a todo instante, pois, sem eles não há como se ter crescimento e nem tão pouco há desenvolvimento no que respeita á tecnologia que se expande com o aprendizado e a fabricação de novas maquinarias para transformação da sociedade. Ao investigar a problemática dos investimentos industriais, é fundamental especificar os seus determinantes e os condicionantes que estão envolvidos no processo de ajuda técnica e financeira ao homem que inventa e inova na dinâmica da produção, acompanhando os riscos e as imperfeições existentes no sistema mercadológico que culminam com as desigualdades sociais que formam os grandes (big) e os pequenos empreendimentos (small corporations) industriais. Assim sendo, é importante também investigar o porque os empresários investem, isto significa dizer, averiguar sobre as decisões de investir dos homens de produção e negócios industriais, sabendo que na economia encontra-se um leque de oportunidades á disposição dos investidores para conseguirem altos lucros, coisa que na atividade de transformação, talvez não seja tão lucrativa de maneira geral. Daí já se ver que a actividade da manufatura envolve muitas dificuldades que contrapõem uma efectiva aplicação de recursos financeiros por excelência, levando ou sangrando recursos para áreas improdutivas da economia sem querer ser participe da filosofia marxista da teoria do caos que não ajuda no desenvolvimento. No entanto, sabe-se que as empresas não nascem com um tamanho ideal e já finalizado, para implantação de uma industrial. Todavia, sempre se deixa um excesso de capacidade negativo para que o empresário possa crescer, atendendo a demanda que se expande em busca de bens para a satisfação de suas necessidades imediatas ou não, cujo industrial tem obrigação de suprir tal deficiência. Contudo, não se deve esquecer que existem empresários que são aversos ao risco, não se aventuram frente às incertezas do mercado em busca do desconhecido tecnológico e vivem na apatia de sua acomodação, usufruindo seus parcos ganhos que lhe garantem a sobrevivência como empresário e como ser humano, que necessita do mínimo básico para a vida, dentro de suas exigências normais. A propósito, tudo que se dinamiza num sistema exonómico tem uma grande soma de gastos, ou despesas ao considerar que as pessoas envolvidas necessitam de recursos para adquirir os seus pertences de consumo final, bem como fazerem também as suas aplicações para poder aumentar o seu capital privado, ou como se diz no senso comum, particular. Uma das fontes de investimento que a economia está sempre acenando aos empresários é quanto á abertura do sistema exonómico para o mundo, ou se formando blocos regionais para protegerem o investidor local das atrocidades do capital explorador do primeiro mundo, ou hegemônico, que já está agrupado em cartéis, com vistas a sua expansão mercadológica. Foi neste sentido que surgiu o MERCOSUL, que tem como um de seus objectivos a de melhor alocar os investimentos industriais de cada nação participante deste bloco que visa evacuar a produção doméstica de cada país e expandir o processo de formação de capital a nações carentes de recursos para implementação de suas aptidões regionais. Sem dúvida, o MERCOSUL está dinamizando a economia de transformação dos países membros, que necessitam de uma política de substituição de importação séria. Finalmente, pode-se dizer que os investimentos devem ser perseguidos, mesmo que sejam pautados numa estrutura de riscos intensivos, porque são somente eles que fazem a economia crescer, desenvolver a sociedade civil e proporcionar o melhor bem-estar possível a todos que fazem a população economicamente activa de um país. 5.3. INVESTIMENTOS PARA EXPANSÃO A necessidade de investimentos numa indústria diz respeito também á problemática da expansão que a indústria deve sofrer ou passar por conta de uma demanda em crescimento que precisa ser suprida, isto decorre do crescimento populacional, ou das mudanças das necessidades da população, ou até mesmo da formação de uma nova consciência consumista que a psicologia empresarial implementa. Sabe-se que as indústrias normalmente trabalham com capacidade ociosa premeditada, ou por conta da instabilidade econômica que conduz ao desemprego e a paralisação de algumas máquinas que estavam em actividade a todo vapor, para tanto, propõe-se, num primeiro momento essa capacidade deve ser suprida com o aquecimento da demanda e, num segundo, o governo deve implementar alguma política para eliminar esta crise, que ás vezes é temporária. O importante é que o investidor industrial esteja na fase de uma capacidade ociosa com vistas ao crescimento, acompanhando as condições da economia global sem prejuízo para a população como um todo que busca o bem-estar dentro do princípio de equidade e estabilidade económica e social. Pois, é do conhecimento público que os empresários industriais, ou qualquer tipo deles, mostra-se propenso ao risco, quando se lançam num clima de investimento intensivo, sempre com intenção nos ganhos, sabendo-se que a incerteza é uma constante, no mundo não comunista, cujo capital é o esteio da produção de transformação. Sem dúvida, existem aqueles que não são propensos ao risco, acomodando-se a uma sobrevivência calma e tranquila sem partir para investimentos arrojados porque têm medo do risco, cuja incerteza é o maior problema da imperfeição de mercado. Esse tipo de industrial está fadado a se estabelecer num clima de mediocridade e simplicidade, quando não entra em falência pela obsolescência no mercado quanto a um produto que a comunidade consumidora não aceita mais. Neste intermeio não surge investimento e o máximo que pode acontecer é uma reposição do capital investido para manter seu estuque. Felizmente a economia industrial no seu todo, não comporta esse tipo de investidor, mesmo sabendo que ele existe e que até certo ponto atrapalha a dinâmica de um desenvolvimento industrial, que tem como objectivo o crescimento de seu empreendimento em atenção aos consumidores de produtos transformados. Como se sabe, a capacidade ociosa de uma economia, ou a não utilização plena dos factores produtivos que a sociedade dispõe para produção, conclama por investimentos, para aumentar a produção da indústria como um todo e de cada empresa individualizada, como menciona SHAPIRO [1], Pois uma hipótese intimamente relacionada é de que as firmas aumentarão a capacidade para atender cada aumento na demanda. Em verdade, isto significa que os homens de empresa agem como autónomos, respondendo ao aumento de demanda aumentando o investimento. Na prática, contudo, mesmo que suas instalações estivessem operando a plena capacidade, os homens de empresa tentariam, de alguma forma, espremer o produto adicional da fábrica e o equipamento existente, a menos e até que estivessem convencidos de que o aumento observado na demanda fosse permanente. Isto explica que, os industriais que tem visão empresarial progressiva, ao observarem a demanda insatisfeita, ou até inexistente, procuram o seu abastecimento e, desta forma, verifica-se uma diminuição da capacidade ociosa, proporcionando um maior nível de bem-estar para a sociedade, com maior participação da oferta, tornando a demanda bastante elástica. A capacidade produtiva ociosa está na dependência clara dos lucros actuais serem elevados, ao haver um forte aumento de demanda e consequentemente a participação de poucos investimentos na economia industrial, culminando com um preço estabelecido num ponto maior do que os custos marginais iguais ás receitas marginais. Pois, isto constitui um problema para uma política económica que tenha o objectivo de desenvolver-se dentro de um clima da estabilidade, que todos os empresários desejam que assim proceda. Para expandir o investimento na área de processo de formação de capital bruto é uma necessidade que somente a demanda carente pode responder com mais claridade desde que seja acompanhada com um preenchimento das lacunas existentes com respeito ás potencialidades do país, da região e porque não dizer dos municípios que têm condições de suprir a sua demanda insatisfeita. Sem dúvida, desejo ou vontade do crescer empresarial devem estar acompanhados com um nível de investimento que proporcione condições de uma acumulação sustentada em suas bases produtivas, daí o investimento ter a sua função real de aumento de capital nacional, ou a renda nacional de país como medidor de bem-estar económico e social. Portanto, ao se fazer um relacionamento da capacidade produtiva da empresa, tal qual seja grande ou pequena, observa-se uma grande disparidade, não somente no volume, como também na taxa de produtividade geral da indústria, por escala de produção e por participação tecnológica envolvida que fazem diminuir os riscos e incertezas. Inegavelmente a massa de produção das pequenas empresas é bem menor do que a das grandes, cuja taxa de ocupação da capacidade nas pequenas é bem maior do que a das gigantes, tendo em vista que a escala de produção da grande ser bem alta e com economias de escala crescentes. As pequenas empresas não têm os benefícios das economias de escala tão diretos, podendo até ser beneficiadas com economias externas, com ganhos muitos pequenos frente os ganhos de escala que as grandes empresas obtém no processo de produção, que aumenta a concentração. Pelo mesmo raciocínio, as grandes empresas se beneficiam de alguns outros ganhos que facilitam a uma taxa de capacidade ociosa para eventuais necessidades que as demandas apresentam e que devem ser supridas com a confecção de produtos para um mercado carente. 5.4. A EXPANSÃO DAS EMPRESAS O objetivo fundamental de qualquer empresa, ou indústria é o crescimento, desde as pequenas, como é óbvio para as grandes instituições têm uma tendência às monopolizações e a formação das quase empresas, que têm a premissa básica, o disseminar, ou crescer de maneira horizontal. Neste processo de crescimento, as empresas buscam as mais espúrias formas de tornar-se maior, ou as grandes poderem dominar as menores, visando a exploração e a subordinação, como fazem os empresários imperialistas, que não fazem outra coisa senão a busca da dependência dos mais fracos. Sem dúvida que o crescimento deve ser o objetivo maior dos industriais que participam de um sistema estrutural de indústria em qualquer parte do mundo desenvolvido, ou não. O conceito de crescimento exonómico ou industrial, parte inicialmente, neste trabalho, pela percepção de PENROSE[1], que proporciona uma idéia mais nova e clara do que se entende por crescimento. Em sua lógica ela diz que, las economías de crecimiento son aquellas ventajas internas de las que puede aprovecharse una empresa particular que realiza una expansión beneficiosa en determinada dirección. Se derivan de ciertos servicios productivos especiales de que dispone la empresa, que le dan una ventaja con respecto a las demás para ofrecer en el mercado nuevos productos o mayores cantidades de los tradicionales[2]. Este conceito reflete uma situação em que o industrial investe seus recursos internos, todavia, existem condições de busca de recursos externos para suprir as dificuldades de crescimento que a empresa está objetivando conseguir. O processo de crescimento de uma indústria passa inicialmente pela busca do maior lucro, pois é dentro do processo de acumulação que a empresa começa a crescer, cujos recursos financeiros adquiridos com os lucros crescentes devem ser aplicados na produção. Um outro ponto importante é que quando não se consegue um lucro máximo, o caminho é tentar a maior venda possível, em especial, quando a economia se encontra num processo inflacionário, pois com maior turn over, maiores serão os rendimentos. Uma política de crescimento eficaz necessita de um empresário eficiente, audacioso e propenso ao risco, tendo em vista que num sistema competitivo, somente a persistência de um empresário criador, inventor dinamizará uma estrutura industrial acumuladora e progressista. Ainda quanto à estruturação industrial de um país ou região, pode-se verificar como o crescimento acontece, pois assim explicou ARIAS[3] que, convém agora analisar o comportamento da dinâmica de crescimento no sector manufatureiro em tanto que, nas análises de produtividade e desenvolvimento exonómico se assinalou a importância do crescimento do sector industrial para a economia em geral. Com respeito, observou-se que existe uma relação positiva entre o crescimento da produtividade industrial e o crescimento da produtividade em geral, que é conhecida como a lei de Verdoorn e que se deve aos efeitos dinâmicos de novas tecnologias e produtos gerados no sector industrial (ver Khan, 1994, para uma versão atualizada deste argumento). Isto explica que a produtividade leva ao desenvolvimento através do crescimento industrial, visto que o esforço físico com sua devida remuneração melhora o bem-estar de todos no sistema que cresce com a participação de todos seus habitantes. O crescimento que uma empresa, ou uma indústria consegue tem algumas limitações que são importantes, por exemplo, as pequenas empresas lutam contra a burocracia estatal, para obter créditos subsidiados, ou até mesmo financiamento pessoal para conseguir dar alguns passos na sua sobrevivência. Já as grandes não têm esse problema, mas incorrem em alguns outros, talvez mais difíceis, isto é, a competição direta daqueles que concorrem de igual para igual e até mesmo usando sabotagem, para conseguir melhores fatias do mercado que, ás vezes, não são tão prósperas assim. Mesmo assim, é importante estudar a questão do crescimento industrial para viabilizar a dinâmica da criatividade e da inovação que a humanidade passa a todo instante. 5.5. CAPACITAÇÃO EMPRESARIAL Uma dos pontos mais importantes, numa economia industrial é o empresariado, pois sem este agente, fica muito difícil uma produção com a evacuação precisa, isto significa dizer, uma oferta de frente com a sua demanda ajustam-se automaticamente, e isto não acontece num mercado moderno, ao considerar o processo de imperfeição em que esta estrutura está envolvida, mas a dominação de poucos com a produção de muitos na economia. O empresário viabiliza a produção, criando mercado, dinamizando o processo de transformação e dando nova dinâmica á economia industrial, mesmo que ela elasteça cada vez mais as desigualdades entre os próprios agentes da economia, que visam sobreviver e, na medida do possível, sobressair frente aos demais agentes exonómicos que querem participar do mercado. Neste contexto, nas teorias econômicas são poucos os trabalhos que estudam a situação dos empresários que constituem no século XX e XXI o agente exonómico mais importante, sem considerar a questão ideológica e, sobretudo, a rapidez com que a economia acumula e procura dominar a situação da economia. Por ser o empresário, um agente importante no sistema, é preciso investimento que capacite a optar pelas boas decisões que a empresa necessita para o seu crescimento de forma harmônica em toda economia para que não haja distorções que possam trazer dificuldades de curto, ou longo prazo. Pois é melhor um crescimento modesto e persistente do que uma expansão que traga dificuldades futuras, isto significa dizer não ter um planejamento bem feito para sua empresa. O investimento na capacitação empresarial é importante por conta da existência do risco e da incerteza que a economia industrial atravessa, visto que existem empresários que são aversos ao risco e aqueles que são propensos, pela sua própria condição de investidor versátil e destemido, porque imagina que seus retornos são fundamentais naqueles empreendimentos em que está envolvido. Já está provado pelas intensas pesquisas que o investidor que é averso ao risco, isto é, aventura-se mais frente ás incertezas, a probabilidade de sucesso é inevitável, considerando que é somente se arriscando que se consegue o sucesso, ou aquele provérbio popular que diz: só ganha quem joga. Já quanto á questão empresarial, sem dúvida alguma, é um dos factores mais importantes dentro da indústria, pois é quem dinamiza a produção e quem faz a empresa crescer, tornando a indústria mais competitiva, mais consolidada e mais influente frente ao mercado consumidor. A propósito disto, explica KINDLEBERGER[1] que, quando o empresário particular é o canal de investimento, não está subentendido que ele seja o único a tomar decisões no processo embora isto possa ocorrer, caso ele tenha acumulado capital próprio e absorve as leis. Na maioria dos casos, entretanto, o empresário utiliza capital emprestado ou de outros países e a decisão de fazer-lhe o empréstimo pode ser mais significativa do que sua disposição em assumir o risco. Sem ter a participação de um empresário que é o de ser propenso ao risco, como já é comprovado cientificamente, a indústria se apresenta com muitas dificuldades, chegando muitas vezes até á falência, porém ao ser ativo e consciente de sua tarefa de criativo, inovador e imitador, a propensão ao progresso flui com muito mais facilidade e grande sucesso. Numa economia industrial oligopolista, ou por que não dizer monopolista disfarçada, o jogo é uma peça fundamental no processo de decisão quanto aos investimentos que devem ser efetivados e é aí onde entra a figura shumpeteriana do empresário criador, inovador e imitador, porque é muito complexa a técnica de tomada de decisões; e ter uma certeza plena, de que seu ato foi correto e levará ao sucesso que é o objetivo de todo o jogador. É nesse sentido que os investimentos feitos na capacitação dos empresários é muito importante para que se consiga, na verdade, atingir as metas que os acionistas perseguem em todos os instantes, que é a valorização das ações da empresa pela sua boa posição administrativa que cria status, credibilidade e boa posição das cotas-ações da empresa no mercado de capitais. Assim sendo, é importante que se tome a questão empresarial como um ponto na economia industrial que precisa de investimento para melhor capacitar o empresário que é o agente exonómico que dinamiza a empresa para uma eficaz competição nacional e internacional. Em suma, os empresários modernos, especificamente de empresas pequenas, ou média/pequenas são confundidos com diretores ou gerentes que além de gerirem os profissionais de sua empresa, ainda buscam criar mercados, inovar produtos e participar de um clima de rastreador dos hábitos e costumes da população para conseguir colocar seu produto no comércio que é coisa muito difícil num sistema oligopolista. Os empresários são peças fundamentais numa economia industrial e é neste sentido que o investimento na capacitação do empresário é de suma importância para que ele tenha condições de criar uma dinâmica de crescimento da empresa, fazendo as mercadorias fluírem de acordo com o programado no mercado consumidor. Não adianta produção de qualquer tipo se não se consegue viabilidade mercadológica, isto significa dizer se não tem demanda para tal produto que vai participar do estoque da empresa, causando perdas insuportáveis e irrecuperáveis com aumentos sobre os custos totais do estabelecimento, que muitas vezes culmina com falência, ou na melhor das hipóteses em concordata, para as que têm condições de fazê-la. 5.6. O SECTOR SECUNDÁRIO Um país, um estado, ou um município, compartilha com os três sectores da economia, isto é, o sector primário que envolve a agricultura e a pecuária; o sector secundário que agrega as indústrias de todos os tipos e o sector terciário que diz respeito ao comércio e aos serviços. Neste trabalho, objetiva-se estudar o sector secundário, quer dizer, a indústria nos seus mais diversos aspectos, tanto no que concerne a extração mineral ou vegetal, a transformação e o beneficiamento que os produtos passam. Dada a complexidade da indústria, pretende-se conhecê-la tal qual acontece no dia-a-dia da economia, assim como sua interrelação com os demais sectores, visando entender a participação tecnológica e o crescimento no bem-estar da sociedade. Para melhor justificar esta questão, ainda CASTRO & LESSA[1] de forma objetiva colocam que, em termos de composição factorial, o sector secundário está, em qualquer sistema, inequivocamente associado ao factor capital. A absorção de mão-de-obra por unidade de capital instalado nas indústrias tem variado, intensamente, ao longo do tempo, como reflexo da revolução tecnológica. As relações entre o estoque de capital progressivamente acumulado em várias frentes, mas fundamentalmente nas atividades industriais e a mão-de-obra acrescida pela expansão demográfica, ou egressa da agricultura, a ser absorvida em novos empregos, constitui uma das mais graves questões com que se defrontam os sistemas no tempo. Justamente, sem a composição dos factores de produção tendo como base a tecnologia, não há como produzir e desenvolver uma economia, que precisa satisfazer as necessidades de seu povo. Numa posição superposta, verifica-se que a indústria, de maneira geral, pode ser dividida em três blocos, de fundamental importância para a economia e melhor compreensão da estrutura industrial, tal como ela está colocada em qualquer base econômica do mundo. Em primeiro lugar, tem-se a indústria de extração mineral e vegetal, são aquelas preocupadas com a produção natural, tal como existe, isto é, minérios, madeiras e alguns outros vegetais. Em segundo lugar, tem-se a indústria de beneficiamento que acompanha o produto in natura, beneficia e leva ao comércio e em terceiro lugar, tem-se a indústria de transformação que objetiva trabalhar com os produtos extrativos ou beneficiados, fazendo gerar um outro que o mercado exige a cada instante. Com isto se tem uma visão da indústria que é o sector de maior criatividade produtiva no momento, visto que a sociedade de consumo da modernidade está muito exigente, quanto aos produtos a consumir, em termos de qualidade e de criatividade na busca de conseguir uma fatia do mercado consumidor. A mídia tem exigido mais participação da demanda por produtos finais, quanto ao que o produtor gera, pois sendo assim, os empresários, tal como colocou SCHUMPETER, devem ser antes de tudo inventores e inovadores, para sobreviverem a um mercado inquieto. Desta forma, esses três blocos industriais têm se diversificado o necessário, para conseguir uma indústria sólida, sem se comprometerem os demais sectores da economia, que deve caminhar dentro do princípio de estabilidade e harmonia técnica. 5.7. O CRESCIMENTO INDUSTRIAL Após de elaboradas as questões discutidas nos capítulos precedentes quanto á estrutura industrial de um país, é fundamental verificar se tudo isto proporciona o crescimento, ou não, ao sector de transformação industrial. Assim sendo, parte-se do entendimento do que seja, na verdade uma empresa, como ponto dinamizador do crescimento da indústria, daí o conceito de GUIMARÃES[1], quando disse que ela é um locus de acumulação de capital que envolve a formação bruta de capital nos diversos níveis que culmina com a sua expansão. Daí, crescer significa expandir, e isto só acontece quando o proprietário e/ou administrador usa de suas habilidades e criatividades na busca de conseguir uma dinamização em toda estrutura que leve uma empresa ao sucesso conjuntamente com o bem-estar dos seus clientes e trabalhadores. Tudo isto, inicia-se com uma gerência que responda pelo progresso de uma empresa departamentalizada ou, como também é conhecida de quase-empresa, próprio dos oligopólios ou multinacionais que, pelo seu tamanho, dividem-se para um melhor desenrolar de suas actividades produtivas. Em um complemento ao conceito de empresa não se pode deixar de lado a questão da gerência, ou administração no funcionamento da indústria, pois verifica-se em PENROSE[2], que ela é responsável pela definição ou alteração da estrutura administrativa da firma, estabelecendo as políticas gerais e tomando as decisões sobre aquelas matérias que não tenham sido delegadas a nenhum executivo subordinado ou em relação ás quais não se tenham sido definidos princípios precisos anteriores. Em assim compreendendo, a gerência trás algumas limitações que podem advir de sua interdependência com todos os membros envolvidos, quais sejam: a existência de uma gerência central e a existência de um pool, real ou virtual, dos lucros de suas partes participativas, cuja direcção está sob o comando da administração maior, que é o grande responsável pela sua aplicação e pelas tomadas de decisão quanto aos investimentos que serão feitos quando forem necessários. Toda empresa quer seja industrial ou não deve sempre fazer uma avaliação de como está desenvolvendo a sua actividade e o que fazer para que ela cresça de forma sustentável. Entrementes, é neste sentido que entra a participação empresarial quanto ao buscar todos os meios de deixar com que a sua atividade esteja sempre á frente dos demais em termos competitivos. A busca ao crescimento tem algumas finalidades que são, ou sobreviver á contenda com os seus concorrentes e/ou acumular no caso de ter ultrapassado a primeira fase, contudo, a guerra interindustriais é de fundamental importância na implementação da demanda por inovação e criatividade industrial. Esse crescimento se faz frente a algumas condições essenciais, quais sejam: a) disponibilidade de recursos próprios, devido á acumulação interna, b) dos recursos de terceiros á procura de empréstimos em órgãos de financiamento da produção que estão á disposição dos empresários e c) dos créditos oferecidos por fornecedores na compra de máquinas e equipamentos industriais. Portanto, o crescimento industrial significa mudança nas empresas, e isto é feito de diversas maneiras, tais como: a) pela diversificação, b) por Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), c) por integração vertical e d) por fusões e aquisições. Pois, tudo isto faz com que as indústrias passem de micros a pequenas, pequenas a médias, médias a grandes e as grandes melhorarem suas posições concorrenciais. Pela diversificação o empresário cria novidades e maneiras de melhor competir; pela integração vertical, o industrial congrega em sua linha de produção eficiente viabilidade de seu produto; pela Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), tem-se a possibilidade de diversificar-se e integrar-se verticalmente, que é uma abertura ao caminho da expansão e pela fusão e aquisição, um mais rápido processo de acumulação e monopolização da estrutura produtiva e comercial da economia. 5.8. O MERCADO DE PRODUTOS A estrutura mercadológica em que a indústria está submetida, envolve cada vez mais concentração e centralização do poder de mercado, numa demarcação do território comercial e imposição de regras a seus participantes. Os oligopólios determinam preços, que é um problema que deixa os empresários preocupados e ao mesmo tempo, mais criativos e inovadores, tendo em vista a competição intensiva, como também a possibilidade que existe para o aumento de mais ofertantes no processo concorrencial. Em países subdesenvolvidos, a competição cresce assustadoramente, devido ao potencial das multinacionais e facilidades que os grupos têm em modernizar-se e adestrar mundo afora na busca de domínio e dependência. Daí, as desigualdades entre países, as diferenciações entre classes sociais que culminam com patologias sociais que são comuns em nações pobres que sobrevivem as intempéries do poder internacional. O poderio exonómico externo ao país dar-se pela participação nas empresas locais e no mercado, via importação, quanto ao que se produz internamente, a sua quantidade frente às nacionais e a sua qualidade, que é uma condição de uma competição mais directa, de igual para igual com os participantes trustes e cartéis internacionais, que atrofiam os mercados nacionais. As economias industriais de países subdesenvolvidos não têm condições de altas tecnologias e quando as têm, é com uma defasagem de no mínimo 50 anos de atraso, pois isto dificulta muito uma produção em escala concorrencial mais forte, abrindo campo para os que veiculam novidades do exterior. Nos tempos actuais a diversificação é muito grande, oferecendo uma pauta de produtos novos que dificulta a actuação de pequenos e médios industriais, neste sistema de competição desigual, que já se torna desleal e atrasado para os nacionalistas que também querem participar da modernização em termos de tecnologia e de mercado. A economia industrial moderna aprimora-se cada vez mais pela produção em escala muito vasta para suprir mercados distantes, com grande demanda, ter condições de uma competição mais directa, frente àqueles que já estão estabelecidos no comércio, e já praticam preços e condições mercado lógicas de maneira inigualáveis. Hoje em dia, século XX e XXI, a economia industrial já não se prende às fronteiras de um país, competindo com seus próprios irmãos de maneira voraz e avassaladora, porém se encontra com poderosos grupos internacionais para abrir as fronteiras de países subdesenvolvidos que buscam sobreviver a qualquer preço e com as condições locais de produção precárias. Na tentativa de coibir esses abusos, praticados pelos piratas dos novos tempos, é que surgem as corporações regionais, tipo MERCOSUL, NAFTA, MCE, e muitos outros que se unem tentando cooperarem-se entre si, e, organizando-se contra os trustes internacionais que não é de nenhum país, mas degrada a todos os produtores nacionalistas indefesos. Com isto, objectiva-se estudar a produção e o preço num sistema industrial oligopolista que é o que impera no mundo moderno, inegavelmente com grande participação nos países de terceiro mundo, ou subdesenvolvidos, que se encontram com um atraso tecnológico, muito grande, em termos industriais, sem perspectiva de sua reversão, em favor de sua economia doméstica. Assim sendo, estudam-se normalmente os tipos de mercado industrial, tais como: competição perfeita, como modelo, e, imperfeita, mais real, que está subdividida em oligopólio industrial, competição industrial monopolista e algumas outras formas desconhecidas, pois a que prevalece é a oligopolização em seus diversos níveis de participação. O oligopólio pode ser homogéneo ou diferenciado, entretanto, nos tempos modernos, o que prevalece é o diferenciado, pelo processo de diversificação que é muito comum no mercado dinâmico e usurpador, fortemente criativo e inovador, tendo em vista a busca de sua sobrevivência ou dominação nos diversos recantos do mundo a que tenha acesso. 5.9. TECNOLOGIA NA INDÚSTRIA A utilização dos factores de produção e/ou insumos numa empresa ou numa indústria, um dos pontos importantes é a tecnologia, ao considerar-se a mudança tecnológica que ela enfrenta, ou ganha, porque tudo cresce, desenvolve-se e necessita de melhores maneiras de avançar tanto nos princípios exonómicos como na tecnologia que é como fazer a coisa e melhor competir no mercado. A definição clara de tecnologia que pode ser dada, ou implementada é quanto á maneira como se faz determinado objeto, ou produto que muitas pessoas confundem com o progresso da técnica, com a mudança tecnológica, entretanto, deve se deixar evidente que ambos são duas coisas diferentes. Como já se viu, tecnologia já foi bem conceituada e caracterizada, contudo, progresso tecnológico significa melhoramento da técnica, pois a diferença da indústria antiga e defasada, frente á uma indústria moderna é simplesmente o progresso tecnológico que melhora a qualidade do produto e proporciona melhores condições de competição mercadológica. A questão da tecnologia envolve uma estrutura econômica industrial que pode ser analisada pelo ponto de vista estático ou dinâmico, além do mais, pode-se dizer também que esteja num sistema estático-comparativo, tendo em vista que se quer investigar uma indústria parada no tempo, em funcionamento, ou dois momentos industriais com dados homogêneos. No primeiro caso, pode-se exemplificar como uma indústria que esteja numa situação cross section, ou corte transversal, isto é, um dado ano, quer dizer um tempo X qualquer. No segundo caso, procura-se investigar a evolução tecnológica na indústria, tentando observar passo a passo de todas as empresas, quer sejam pequenas, médias e grandes, dentro da filosofia de uma série de tempo, dentro de uma visão de mudança pelas inventividades. Por fim, a questão tecnológica pode ser encarada como sendo um estudo feito por análise estático-comparativa que tem como parâmetro dois anos para observação, isto é, um ano X e um outro ano Y, para ver se houve mudança na tecnologia nestes dois ou diversos tempos. Toda a base econômica ou não, envolve a tecnologia desde as grandes corporações ás pequenas que não têm condições de se dedicarem ás pesquisas para se ter uma competição mais saudável no meio daqueles que participam do mercado quer de maneira directa ou indireta, como acontece com os produtores informais do mundo moderno. Sem dúvida, a tecnologia, ao ser aplicada pela primeira vez, envolve altos custos e um risco muito grande, ao considerar que somente os grandes industriais é que se envolvem no processo de melhorar o conhecimento de novas técnicas de produção e qual a maneira de torná-las econômicas tanto para competir como para atingir as diversas classes sociais que precisam ser satisfeita. Assim sendo, pode-se verificar que nem sempre a tecnologia é viável diante a económica, mesmo sendo um progresso para a ciência, que procura criar e inovar para que todos possam ter tudo bom e melhor, cuja economia não encontra viabilidade na sua efectivação no processo de produção frente a comercialização de tal produção. O progresso tecnológico está correlacionado com uma percentagem muita alta com os melhoramentos processados nas técnicas, ou conseguidos pelo uso do trabalho e do capital, bem como se podem ter ganhos tecnológicos pelo learning by doing, ou a mecanização do dia-a-dia dos trabalhadores mexendo com as mesmas coisas gerando ganhos não explicados por instruções escolares e nem por máquinas sofisticadas e novas. Portanto, este estudo pretende levantar as discussões sobre as questões tecnológicas no sector industrial, enfatizando o sector tradicional e dinâmico da economia e as condições de tamanhos das indústrias, frente á tecnologia, isto é, ao fato da indústria ser pequena, média ou grande. Tudo isto deve ser conduzido através de leituras de livros especializados sobre o assunto e, na medida do possível, serão feitas algumas enquetes para mostrar a consistência ou não dos dados coletados no mundo real, para verificar o processo de desenvolvimento na indústria e seus efeitos na utilização do trabalho, capital e alguns outros insumos. A economia socialista é planificada e não visa o lucro. Antes da queda da URSS, todo pais socialista deveria submeter-se ao controle da mesma quando necessário. Actualmente não podemos dizer que são exatamente países socialistas, pois houve uma abertura para o mercado externo, como por exemplo a china que abriu-se para a instalação de empresas extrangeiras, mas mantendo o governo igualitário. "Um país, dois governos" A china é uma das 10 maiores economias mundiais e a Coréia é considerado um "tigre asiático". CONCLUSÕES Ao finalizar este trabalho é importante que se façam algumas considerações que são fundamentais quanto aos objetivos a que se chegou depois das investigações que foram implementadas durante a coleta das informações teóricas que foram conseguidas nos livros recém lançados, e em alguns papers e relatórios que tratam desse assunto, dentro de um clima de imperfeição que está o mercado global da modernidade. A dinâmica da indústria lança a cada instante questionamentos e problemas que as Autoridades e os economistas voltados para o estudo da industrialização, vêem-se atordoados com a rapidez com que os desajustes exonómicos e sociais ocorrem, e que necessitam de ser minorados, de tal forma que não deparem com as depressões que conduzem às falências generalizadas. Alguns pontos são essenciais que se coloquem como considerações finais desta pesquisa, que pretende alertar os estudiosos da economia industrial para as questões basilares na dinâmica da evolução econômica que diz respeito às relações entre todas as participantes do processo concorrencial atual. Um primeiro ponto que merece algum complemento é quanto à estruturação sistêmica, pois, verificou-se a importância de entender melhor o que é um sistema exonómico, ou formação de rede, especificamente, quanto ao conceito de indústria, ao referir-se aos diversos tipos de mercado, nos vários pontos nacionais e internacionais, a questão da divisão do sector de transformação industrial em gênero, ramos, o tamanho da empresa, tecnologia envolvida para os diversos tamanhos da firma, e uma série de outros factores capitais na compreensão de uma indústria em suas diversas acepções. Além do mais, foi interessante investigar o complexo locacional, o mercado, as potencialidades regionais, a necessidade de investimento, e a possibilidade de expansão de demanda em cada localidade das regiões do país. Uma segunda questão investigada é quanto ao comportamento e objetivos dos industriais, ou de maneira geral, da indústria como um todo. A busca incessante pelo lucro constitui o objetivo necessário, mas não suficiente para uma dinamização da instituição industrial; portanto, outros objetivos, ou estratégias não acionadas neste processo, tais como: a busca pelo máximo possível das receitas totais; melhorar a pauta industrial por uma melhora nos ganhos de escala; coordenar os objetivos enfrentados entre os acionistas e os gerentes, ou diretores da empresa; dar atenção a actuação do gerente como um ponto importante nas decisões empresariais; a actuação empresarial tem seu significado na dinamização da indústria; não desconsiderar os riscos e incertezas nos processos estratégicos dos que tomam decisão para o crescimento; e, finalmente, os conflitos entre empresários com vistas a conseguirem sua posição no mercado onde atuam, e isto se viu de grande importância para uma investigação industrial. No capítulo que diz respeito aos mercados de bens, foram levantados os seguintes pontos: a imperfeição do mercado; a interdependência industrial; a dinâmica da concorrência; formas de concorrência; concentração e diversificação; os acordos industriais; formação dos preços; comportamento dos preços; discriminação de preços; a actuação dos custos; capacidade ociosa; e, as restrições à concorrência. Assim se pode verificar a influência de cada variável dessas na economia industrial, especificamente a brasileira, que prima para uma redução dos problemas internos da industrial nacional, ao tentar dirimir as crises de falta interna de produção para suprir as necessidades dos consumidores nacionais, assim como dinamizar a economia de transformação. No quarto capítulo, trabalhou-se o mercado de insumos e factores de produção, como elementos fundamentais no processo produtivo, daí detalhou-se a questão que diz respeito ao oligopólio versus oligopsônio; a utilização de um insumo; a utilização de dois insumos; mão-de-obra e tecnologia; mão-de-obra e capital; a qualidade dos insumos; o caso do monopsônio; oferta e gastos adicionais; monopólio versus monopsônio; a actuação dos sindicatos; os objetivos dos sindicatos; técnicas de negociação; a prática da negociação; e, as mudanças na economia com sindicatos atuantes. Essas questões levantadas são significativas devido à necessidade de compreensão de cada elemento participativo do mercado de insumos e factores de produção imprescindíveis para o funcionamento da economia industrial de uma forma geral. Já para o quinto capítulo, os estudos se enveredaram enfocando a questão da tecnologia, iniciando com a estática versus dinâmica; os determinantes do progresso tecnológico; o learning by doing na indústria; uma caracterização do progresso tecnológico; os tipos de progresso tecnológico; as mudanças na técnica; o avanço tecnológico e aumento da produção no mercado imperfeito; as técnicas paralelas; a inovação e difusão; a eficiência e progresso tecnológico; o progresso tecnológico em oligopólio; e, o sistema de patentes. Com isto, já se têm condições de enxergar os problemas que o mercado de insumos e factores de produção presencia em seu dia a dia, para propor soluções compatíveis com o que foi investigado durante o diagnóstico da situação sócio-econômica da empresa individual e globalizada. Todavia, para que se possam implementar investimentos no processo produtivo da economia industrial, são necessários somas de recursos financeiros que se possa poner en marcha o sistema industrial. Os pontos capitais que foram investigados com bastante detalhe foram os seguintes: as decisões para investir; a função do financiamento para a produção; a capacidade para expandirem os negócios; a falta de tecnologia; os nichos no mercado; melhora do empresariado; as potencialidades regionais. Esta visão mostrou como o industrial se sente diante de sua atividade de produção e comercialização, tendo que demandar investimentos para uma dinamização, com maior eficiência, e possibilidade de crescimento com desenvolvimento para um povo devotado ao sector de transformação industrial. Todos os capítulos investigados neste trabalho tiveram a intenção de indicar os caminhos que levassem ao crescimento da indústria de forma igualitária, especificamente de cada empresa individual. Para tanto, verificou-se que importante seria que o empresário observasse as necessidades de crescimento interno; as formas de crescimento existente; como diversificar a produção; a integração vertical; a pesquisa & desenvolvimento; as aquisições e fusões; a influência da competição; as economias de escala; as economias externas; a habilidade gerencial; a dinâmica da tecnologia; o curto e o longo prazo; a actuação o investimento; e, as limitações ao crescimento. Ao direccionar e conseguir o crescimento sustentável de uma economia industrial poder-se-ia ter o desenvolvimento no processo como um todo, que seria uma forma de como haver uma indústria punjante para o país em seus mais diversos recantos nacionais. Depois de ter investigado todo este processo de dinamização industrial, fez-se necessário fazer uma avaliação de desempenho da indústria em todos os seus aspectos como foi trabalhado até o momento. Para tanto, merecem a atenção os seguintes pontos para uma análise de desempenho, tais como: comportamento da capacidade da indústria; a capacidade frente a lucratividade; a lucratividade versus investimento industrial; o investimento na região; a demanda potencial; a terceirização como parcimónia; a tecnologia diante o tamanho; a concentração como eficiência; e, o crescimento via rentabilidade na indústria. Só assim, é que se conseguem detectar os problemas que existem na economia industrial, e as formas de como se poderiam resolvê-los, tendo em vista que uma avaliação industrial sempre é importante para dinamizar a economia como um todo. Finalmente, almeja-se orientar as autoridades para a confecção de propostas para políticas industriais, que direcionam para um desenvolvimento da indústria ao desenvolvimento sustentável, ao enfocar os seguintes pontos de investigação: o quantum da produção se faz necessário; a mão-de-obra e capital imprescindíveis; uma política tecnológica eficiente; uma organização da concorrência inter-industrial; implementar crédito e financiamento; fazer uma distribuição do consumo; a actuação do governo; as relações com o exterior; a busca do crescimento; o bem-estar económico-social. Estes pontos são de grande importância para serem trabalhados com vistas à que se tenha uma economia industrial sendo conduzida dentro do princípio de eficiência e crescimento sustentável para todos os cidadãos participativos de um processo de industrialização globalização. Entrementes, a economia industrial é o sector mais importante da economia nacional, ao considerar a sua participação na geração de emprego e de geração de renda para a população economicamente ativa de um país que tem interligados os sectores agrícola, industrial e de serviços. As transformações econômicas e sociais de uma nação iniciam-se na agricultura, entretanto, têm na industrialização o caminho mais preciso para uma implementação da produção nacional, através da utilização das matérias-primas agrícolas para a geração de outros produtos daí derivados. Portanto, precisa-se de uma investigação pormenorizada para que se possa ter resultado mais consistente sobre a condução da economia industrial, e isto leva muito tempo para que as pesquisas e as transformações na indústria consiga mais detalhes do comportamento da economia industrial de forma mais aproximada e precisa Bibliografia [1] R. S. ECKHAUS. O Problema das Proporções Factoriais nas Zonas Subdesenvolvidas. Artigo publicado em The American Economic Review, In: A Economia do Sub-Desenvolvimento. Coord. A N. Agarwala e S. P. Singh, Rio de Janeiro, Editora FORENSE, 1969, p. 375. [1] Eduardo Augusto GUIMARÃES. Acumulação e Crescimento da Firma. Rio de Janeiro, ZAHAR EDITORES, 1982, p. 14. [2] E. T. PENROSE. The Theory of the Growth of the Firm. Oxford, Basil Blackwell, 1959, p. 08. [1] CASTRO, A & LESSA, C. Introdução á Economia: Uma Abordagem Estruturalista. Rio de Janeiro, FORENSE UNIVERSITÁRIA, 1974, p. 27. [1] Charles Poor KINDLEBERGER. Desenvolvimento Exonómico. São Paulo, Editora McGraw-Hill, 1976, p. 100. [1] Edith Tiltton PENROSE. Teoria del Crecimiento de la Empresa. Madrid, AGUILLAR, 1962, p. 110. [2] As economias de crescimento são aquelas vantagens internas das quais pode aproveitar-se uma empresa particular que realiza uma expansão beneficiosa em determinada direção. Derivam-se de certos serviços especiais de que dispõe a empresa, que lhe dão uma vantagem com respeito aos demais para oferecer no mercado novos produtos ou maiores quantidade dos tradicionais. [3] Adrían de León ARIAS. Patrones de Crecimiento Regional y su Impacto en la Productividad Mexicana. Revista El Mercado de Valores. Octubre 2000, p. 39. [1] Paolo Sylos-LABINI. Oligopólio e Progresso Técnico. São Paulo, Forense/EDUSP, 1980, p. 253. [2] Sérgio Buarque de HOLANDA FILHO. Estrutura Industrial no Brasil: concentração e diversificação. Rio de Janeiro, IPEA/IMPES, 1983, p. 21.

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